VIREI LÍDER, E AGORA?
VIREI LÍDER, E AGORA?

Artigo | Virei líder, e agora?

A passagem de colaborador individual, que é bom naquilo que faz e é reconhecido por suas habilidades e competências, para o primeiro cargo de gestão, que inclui realizar suas atividades e ainda liderar uma equipe, não é jogo fácil. É bastante comum que esses novos líderes se sintam incompreendidos e ainda vivenciem sentimentos de ansiedade e angústia.

Além disso, às vezes eles não conseguem entender bem sua nova função e ainda acabam ouvindo a famigerada frase: “perdemos um bom técnico e ganhamos um péssimo líder”, pois agora estão sendo constantemente avaliados por sua equipe, superiores e pares.

Não parece fácil, não é mesmo?

 

Uma transição desafiadora

E de fato não é nada simples. A passagem de colaborador para gestor é cheia de dúvidas e desafios. Segundo Ram Charam, consultor e especialista de renome mundial em liderança e gestão de pessoas, essa mudança implica em uma reavaliação de três importantes dimensões profissionais: valores, habilidades e gestão do tempo. Dá para perceber que não é pouca coisa, não é?

Vejamos alguns dos principais desafios enfrentados por esses novos líderes:

Se ajustar à gestão de pessoas e demonstrar autoridade – gestores de primeira viagem acham difícil passar do posto de colega a chefe, ganhar respeito e ainda assim manter uma relação pessoal positiva. Entre as novas habilidades requeridas estão influenciar, gerenciar e coordenar colaboradores – alguns inclusive que não estão em sua linha direta de autoridade.

Ser duplamente eficaz – o novo líder deve aprender a ser um gestor enquanto ainda precisa ser um funcionário produtivo. Ele também tem que aprender a gerenciar tempo, estresse e relacionamentos.

Guiar a equipe rumo a conquistas – esse novo gestor deve fornecer orientações e recomendações para sua equipe rumo aos objetivos da organização, inclusive quando o cenário, as expectativas ou as instruções não são assim tão claras ou definidas. Para isso, é fundamental monitorar o trabalho de todos, de forma que esteja sempre organizado, se atentar ao cumprimento de prazos e manter uma boa química entre os colaboradores.

Motivar e desenvolver pessoas – cabe ao gestor motivar, inspirar, entender e encorajar os membros de sua equipe. Também é ele quem deve estimular o desenvolvimento de habilidades e o conhecimento dos mesmos.

Estes são apenas alguns exemplos. Mas ainda poderíamos citar muitos outros, como manter a produtividade e liderar ao mesmo tempo, se comunicar de maneira eficaz, lidar com a diversidade das equipes em relação a diferentes opiniões, personalidades e habilidades, desapegar das antigas atividades, adquirir e desenvolver suas habilidades como líder, ajustar o relacionamento com a equipe, abrir mão do controle e evitar o microgerenciamento etc.

Podemos citar, ainda, as armadilhas que espreitam esse novo gestor. Ele deve estar atento para desviar de comportamentos nocivos, como se tornar competitivo com sua própria equipe, não delegar tarefas e achar que sabe mais do que todos ali presentes, por exemplo.

 

Todos querem ser líderes?

Como você pôde perceber, uma coisa é gerenciar a si mesmo e outra bem diferente é gerenciar pessoas. Por isso, é preciso que esteja claro para todos – profissional e empresa – se aquele competente técnico, especialista em sua função, realmente deseja passar ao cargo de gestão.

As habilidades e comportamentos que o trouxeram até aqui, podem não ser os mesmos que o tornarão bem-sucedido como líder. Ou seja, ser bom tecnicamente não é sinônimo de bom gestor.

Com esse novo cargo, esse profissional passará a ter acesso a novas estratégias e metas, deverá se preocupar com os resultados e desempenho não apenas das suas tarefas, mas de toda a equipe, e começará a receber demandas de todos os lados e não apenas de cima, como era antes.

Não são todos os profissionais que estão dispostos a liderar e enfrentar esse cenário. Além disso, é preciso compreender o que cada um entende como uma boa liderança. Você certamente deve ter exemplos de bons e maus gestores que passaram por sua carreira. Mas, independentemente do estilo de cada um, é essencial que um líder seja coerente entre o que pensa, é e faz.

 

Liderar é um grande processo de aprendizagem e autodesenvolvimento

Por esses e outros motivos a transição para o primeiro cargo de liderança precisa ser encarada e administrada como uma passagem séria, como um processo mais amplo e contínuo, que requer disposição, investimento e apoio de ambos os lados para ser bem-sucedida.

Pensando nisso, lançamos a nova websérie do LearningFlix: Desafios da Primeira Liderança. Aqui na LEO Learning entendemos o quão angustiante é esse momento e sabemos da importância de fornecer suporte, conhecimento e ferramentas que auxiliem esses novos líderes. Você percorrerá nove episódios que irão expandir sua visão sobre a complexidade dessa etapa, conhecerá esses desafios e armadilhas a fundo, receberá ferramentas e recomendações de leitura e também terá acesso a dados de uma pesquisa realizada com mais de 600 novos líderes de todo o Brasil.

A websérie é apresentada por Renato Curi, especialista em liderança e sócio-diretor da Crescimentum, nossa empresa parceira nesse projeto que propõe uma forma nova, interativa, leve e divertida de ampliar seus conhecimentos em diversos temas comportamentais.

 

E aí, pronto para superar todos esses desafios e ultrapassar com sucesso mais essa etapa da sua carreira? Preencha o formulário abaixo e receba mais informações sobre o LearningFlix Desafios da Primeira Liderança.

 

Referências:

First-Time Managers Must Conquer These Challenges – Center for Creative Leadership