A Revolução da Aprendizagem
A Revolução da Aprendizagem

Webinar | A Revolução da Aprendizagem: Tecnologias que estão mudando a forma de aprender

Neste post inaugural do blog da LEO Learning Brasil nada mais apropriado do que falar sobre algumas das novas tecnologias que estão mudando a cara da educação não só no Brasil, mas por todo o mundo. Para começar, vamos a alguns dados um tanto impactantes:

  • 85% dos empregos de 2030 ainda não existem.
  • 2 bilhões de empregos podem desaparecer por conta de robôs até 2030.
  • A previsão é de que, até o ano que vem, a fábrica de iPhones da China substitua todos os 60 mil funcionários humanos por robôs.
  • A farmácia da UCLA – University of California – substituiu seu farmacêutico por um robô. Resultado: em cinco anos foram realizados 2 milhões de atendimentos com zero erros (para efeitos de comparação: humanos geram aproximadamente 1% de erros, o que corresponde a 37 milhões de erros por ano nos Estados Unidos).
  • Impressoras 3D já imprimem comida, roupas, peças e até órgãos.
  • Taxa de desemprego entre mestres e doutores chega a 25% no Brasil.
  • 80% das pessoas não têm as habilidades necessárias a 60% dos empregos para os próximos cinco anos.

Agora, você deve estar se perguntando o que todos esses dados (alguns soam até assustadores) têm em comum: a revolução da aprendizagem impulsionada pela tecnologia.

 

Estamos vivendo a 4ª Revolução Industrial

Vivemos hoje o início da chamada 4ª Revolução Industrial. Entre as grandes mudanças, temos Inteligência Artificial, Big Data, Robótica, Impressão 3D e muitas outras que ainda desconhecemos, pois ainda não foram inventadas. Presenciamos computadores com capacidades de processamento superiores às nossas ganharem espaço, enquanto assistimos nossos diplomas perderem sua importância e relevância no mercado de trabalho. O conhecimento se tornou commodity e está disponível e acessível para todos. Basta fazer uma busca na internet. Ter um diploma não é mais sinônimo ou garantia de emprego.

Se pararmos para pensar, hoje mesmo já há inúmeras profissões que não existiam há 10 anos: gamer, youtuber, piloto de drone, influenciador digital, gerente de sustentabilidade, desenvolvedor de blockchain, analista de inteligência artificial, dentre tantos outros. Para nenhuma dessas atividades é necessário ter um diploma e, de fato, na última década as universidades não se preocuparam, tampouco se prepararam, para acompanhar essas mudanças. Devemos esperar que até 2030 elas irão se mexer para atender a demanda dos 85% de empregos que ainda não existem?

Uber, Airbnb, Spotify, Google, Salesforce, Tinder, Netflix, Apple, iFood, Coursera, WhatsApp, dentre outras empresas, mudaram radicalmente a forma de interagir, comunicar, comprar, comer e viajar. Mas tudo isso já é “muito 2018” ou so last year. Agora mesmo, enquanto você lê este texto, algo revolucionário pode estar surgindo.

 

Precisamos entrar para a era do cinema na educação

Para acompanhar tudo isso, devemos urgentemente mudar o foco de nossos cursos, docentes e universidades. O professor não pode mais ser apenas um profissional que transmite conhecimento. Ele precisa construir significados. As universidades, hoje tão preocupadas em reduzir custos e ganhar em escalabilidade, precisam parar de filmar o teatro e entrar para a era do cinema da educação.

O cinema surgiu como forma de gravar peças de teatro e reproduzi-las para mais pessoas, inclusive em cidades nas quais as peças não conseguiam chegar. Até que, em determinado momento, o cinema se deu conta de todo o seu potencial e de que era uma indústria por si só. Mas, por enquanto, ainda estamos apenas filmando o teatro, ou seja, substituindo professores por vídeos.

Enfrentar e modificar esse cenário significa atacar os principais problemas do ensino superior que encontramos hoje no Brasil:

  • Tecnologia utilizada para mera redução de custos e aumento de lucro – massificação do ensino sem levar em conta a qualidade.
  • Conteúdos desatualizados frente às necessidades do mercado – faculdades formam enciclopédias enquanto as empresas querem protagonistas.
  • Foco na mera memorização de conteúdo – ter informações decoradas não garante que você seja um bom profissional.
  • Guerra dos preços – ganha quem tem as menores mensalidades.

Para formar os profissionais do futuro é necessário utilizar as tecnologias a serviço da revolução da aprendizagem, como alguns já vêm fazendo: YouTube, Khan Academy, Descomplica, Coursera, Wikipedia, Udacity. Estes são os verdadeiros novos professores. Este é o cinema da educação!

A Universidade de Harvard matriculou mais alunos online em seu último ano do que nos seus 384 anos de cursos presenciais somados. No Brasil, tivemos um crescimento de 17,6% no ensino a distância em 2017, já temos 21,2% de matrículas nessa modalidade e a previsão é de que até 2023 o EAD ultrapasse o presencial em número de alunos matriculados.

Quando falamos que os robôs tomariam o lugar dos docentes, não nos referimos a robôs humanoides presentes na sala de aula e sim a uma soma de conteúdo digital e algoritmos. Porém, os professores que apenas leem slides em classe e acreditam que seu trabalho se restringe a entregar conteúdo e conhecimento, estes, sim, serão substituídos. Hoje já é possível encontrar os EduTubers, professores “popstars” do YouTube com vídeos que acumulam 3 milhões de visualizações sobre português, matemática, física, dentre outras disciplinas. Consegue imaginar como isso seria possível sem essa tecnologia? E já parou para pensar que esses milhares de alunos procuraram esses conteúdos por iniciativa própria?

 

Habilidades necessárias para 2020

Quando você analisa o currículo dos cursos das faculdades, por acaso encontra essas disciplinas abaixo?

1 – Solução de problemas complexos

2 – Pensamento crítico

3 – Criatividade

4 – Gestão de Pessoas

5 – Relacionamento interpessoal

6 – Inteligência emocional

7 – Julgamento e tomada de decisão

8 – Orientação de serviço

9 – Negociação

10 – Flexibilidade cognitiva

Estas serão as habilidades necessárias fundamentais para o mercado de trabalho em 2020. As empresas não querem mais profissionais com teorias decoradas e sim uma soma de conhecimentos, habilidades e atitudes. Porém, infelizmente, mais uma vez presenciamos as universidades perdendo o bonde do EAD e dos próximos anos, ficando obsoletas frente às demandas do mercado.

E essas habilidades, robô nenhum pode aprender.

Para se aprofundar nestes temas, preencha o formulário abaixo e assista ao nosso mais recente Webinar “A Revolução da Aprendizagem: tecnologias que estão mudando a forma de aprender”, com Richard Vasconcelos, CEO da LEO Learning Brasil: